Cruzamos dados climáticos e epidemiológicos por meio de Machine Learning para prever surtos de dengue, oferecendo aos gestores públicos insights precisos para direcionar intervenções e políticas de saúde com maior eficiência.
Desde 1981, a dengue se consolidou como endemia no Brasil. A complexidade de fatores torna o controle e a previsão extremamente desafiadores.
Os sorotipos DENV-1 a DENV-4 circulam pelo território nacional. A infecção por um tipo não oferece imunidade contra os outros, mantendo a população suscetível.
Em 2019, uma nova variante do DENV-2 provocou um aumento de até 149% nos casos em alguns estados brasileiros.
O clima tropical oferece condições ideais para a reprodução do Aedes aegypti, intensificado pelo descarte inadequado de resíduos e falta de saneamento.
Aplicamos o que há de mais moderno em Machine Learning. Estudos recentes já demonstram que o cruzamento de dados ambientais pode prever surtos de dengue.
Incorporamos ferramentas como AutoML e TPOT, que utiliza programação genética para explorar milhares de possibilidades e encontrar a configuração ideal de previsão.
Além de acelerar a produção de modelos preditivos, nossa abordagem visa democratizar o uso da IA, tornando o Machine Learning acessível a um público mais amplo.
Objetivo central: oferecer um método mais rápido, otimizado e eficiente para prever surtos de dengue antes que eles aconteçam.
Nosso projeto não trabalha com achismos; ele é fundamentado em uma década de dados históricos rigorosamente processados.
Histórico completo de casos de dengue em Presidente Prudente (SP) entre 2014 e 2024, analisados semana a semana por meio de semanas epidemiológicas.
Dados meteorológicos horários do Instituto Nacional de Meteorologia para o mesmo período de 10 anos: temperatura, umidade, precipitação e pressão atmosférica.
Os dados climáticos foram minuciosamente tratados para preencher lacunas e ajustados em médias semanais para sincronizar perfeitamente com os registros médicos da dengue.
Com milhares de pontos de dados, utilizamos a Análise de Componentes Principais para reduzir a complexidade e revelar as variáveis de maior impacto.
A temperatura do ponto de orvalho e a chuva acumulada ao longo de várias semanas (4-8 semanas) são os fatores mais fortes. O clima de semanas atrás dita o surto de hoje.
Flutuações marcantes nas temperaturas e na pressão atmosférica ditam o ritmo diário e sazonal do vetor.
Variações abruptas (secas intensas ou chuvas torrenciais repentinas) funcionam como gatilhos rápidos para a doença.
Nuances no comportamento dos ventos e da umidade relativa completam o quebra-cabeça da proliferação do Aedes aegypti.
Velocidade média do vento e rajadas máximas revelam como a ventilação afeta a dinâmica do mosquito.
O verdadeiro valor dos dados está em como eles são utilizados. Nossa ferramenta transforma registros brutos em inteligência estratégica.
Insights mais precisos e tempestivos para as autoridades de saúde pública, permitindo ação antes que o surto se espalhe.
Campanhas de conscientização e medidas de controle aplicadas nos locais e momentos corretos, antes que o surto aconteça.
Integração entre epidemiologia, climatologia e ciência de dados para mitigar o impacto de doenças transmitidas por vetores.
Qualquer doença cuja incidência varia com o clima pode ser prevista com a mesma abordagem. O motor é genérico; os dados mudam. Para a indústria farmacêutica, isso significa antecipar demanda com semanas de vantagem.
Dengue, zika, chikungunya, febre amarela urbana. Mesmo vetor, mesma lógica climática.
Gripe, bronquite, asma sazonal, pneumonia. Picos de inverno previsíveis por padrões climáticos.
Rinite, conjuntivite, dermatite atópica. Umidade e temperatura ditam a demanda por anti-histamínicos.